quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A MAÇONARIA NO MUNDO ISLÂMICO


 
 
 
 
 
 
 



A Maçonaria no Mundo Islâmico
Por Ir.’.  Celil Layiktez P. Asst. G. M.
Loja Zeytin Dali nº 146 da Grande Loja da Turquia –
Editor de TESVÝYE (O Nível) – Revista Maçônica da Grande Loja da Turquia
Tradução: José Antonio de Souza Filardo, M.’. I.’.
 
 
Há uma reação geral à Maçonaria no mundo islâmico. Depois que Clemente XII excomungou a Maçonaria em 1738, sob a pressão de seus súditos cristãos e com a aprovação dos “ulemas” (teólogos islâmicos) que estavam pensando que “Se o Papa declara que os maçons são ateus, deve haver alguma verdade em suas palavras”, e o Sultão Mahmut I proibiu a Maçonaria. Desde essa data “Maçom” tornou-se sinônimo de “ateu” no Império Otomano.
Após a declaração da segunda monarquia constitucional no Império (1908), a reação islâmica organizou uma revolta em Istambul. Esta revolta foi conduzida pelo “Exército de Ação” e o Sultão Abdulhamid II foi destronado. O Exército de Ação tinha sido organizado e comandado por maçons. A comissão de cinco deputados que veio anunciar a Abdulhamit que ele tinha sido destronado eram maçons, todos os cinco. Esses fatos reforçaram o a reação existentes à Maçonaria pela comunidade islâmica radical. O Sultão era também o Califa de todo o Islã e o guardião dos lugares sagrados em Meca e Medina. Tudo o que acontecia no Império Otomano influenciava o mundo árabe e islâmico em geral.
Nos anos que precederam a Segunda Guerra Mundial e também durante a Guerra, a propaganda nazista de uma conspiração judaico-maçônica para governar o mundo; as ações de Sheriff Hussein em Jerusalém e, finalmente, a criação do Estado de Israel reforçaram este sentimento antimaçônico, desta vez com um toque de antissemitismo com ele. Os árabes encaram a Maçonaria como uma força contra o Islã, e que até mesmo zomba do Islã, e que foi a causa do sucesso do imperialismo europeu na Arábia. A postura ateia e anticlerical do Grande Oriente de França está reforçando esta corrente.
A Maçonaria é proibida, em geral, nos países árabes. Houve um florescimento da Maçonaria na Argélia, antes de sua independência. A Maçonaria é proibida em todos os países árabes, exceto o Líbano e Marrocos. As lojas trabalhando nas bases americanas nesses países são uma exceção.
MARROCOS
A Grande Loja de Marrocos foi consagrada pela GLNF em 1999. O Venerável Irmão Claude Charboniaud, Grão-Mestre da GLNF, desejando realizar esta cerimônia com a participação do Grão-Mestre da Grande Loja existentes em um país islâmico, graciosamente convidou o Grão-Mestre da Grande Loja da Turquia, Irmão Sahir Akev Talat, para uma cerimônia de consagração conjunta. Nosso Grande Mestre não pode comparecer devido à sua saúde precária, e ele passou para o Oriente Eterno, em 14 junho de 2000, no dia da consagração da Grande Loja de Marrocos. A Grande Loja da Turquia fora representada por outro Grande Oficial.
Anteriormente, em 23 de março de 1973, o Supremo Tribunal de Casablanca, após um longo processo judicial, deu o veredicto de que a Maçonaria era compatível com o Islã. Este veredicto foi publicado na Tesviye No. 51 [1], tanto em turco quanto em sua tradução oficial francesa.
EGITO
A Maçonaria Egípcia tinha estado de mãos dadas com a Maçonaria Otomana. Quando a Grande Loja da Turquia, depois de ser reconhecida e, mais tarde, reconsagrada pela Grande Loja da Escócia, para obter o seu reconhecimento pela GLUI e a GL da Irlanda, demonstrou que sua origem era regular mostrando que a Loja Resne, uma de suas lojas fundadoras teve sua Carta Constitutiva da Grande Loja do Egito, a obediência regular na época.
A Grande Loja do Egito teve períodos regulares e irregulares em sua história. Halim Pasha, filho de Mehmet Ali Pasha de Kavala, que foi o primeiro Khedive (vice-rei) do Egito, fundou o Rito Escocês na Turquia em 1861 e no Egito em 1866, e foi os supremo Grande Comandante em ambos os países. Como a Grande Loja do Egito começou a aceitar alguns ritos irregulares, como o Rito de Memphis – Misraïm, a GLUI a declarou irregular e fundou sua própria Grande Loja Distrital, em 1867, com Halim Pasha como seu primeiro Mestre. O sobrinho de Halim Pasha, o Khedive Ismail que abriu o Canal de Suez era provavelmente um maçom, mas não há registro escrito para provar isso. Por outro lado, seu filho foi iniciado, sem sombra de dúvida.
Em 1952, após o Rei Farouk ter sido destronado, a Maçonaria entrou em desgraça e foi fechada após a crise de Suez de 1956, por Gamal Abdel Nasser.
Hoje, apesar de que a esposa rotariana de Husni Mubarak, o presidente do Egito, organiza as relações exteriores do Rotary egípcio, esta organização é considerada pela comunidade islâmica radical como uma maçonaria camuflada.
Mustafa El-Amin, em seu livro “A Maçonaria, Egito Antigo e o Destino Islâmico”, compara o simbolismo dos mistérios do Antigo Egito e escrituras islâmicas aos da Maçonaria. De acordo com El-Amin, embora os ritos maçônicos e símbolos sejam derivados do Egito, eles chegaram até nós através dos judeus. Assim, os judeus foram operacionais na ridicularização da sabedoria do Egito em lojas maçônicas. O escritor diz que os Shriners, com suas crescentes e fezes estão zombando da religião islâmica. O “problema” de “A Maçonaria zombando da fé muçulmana” também é tratado pelo Dr. Paul Rich [2]; ele afirma que: “A proibição da Maçonaria nos países muçulmanos do Oriente Médio é insignificante, porque há aspectos da Maçonaria que pessoas religiosas sentem que estão à beira de zombar de sua fé. Um exemplo de ritual maçônico que ofende alguns, e que mostra o abismo entre os crentes e os maçons, é a semelhança entre o assassinato e a exumação do candidato no terceiro grau ou grau de Mestre Maçom e narrativas religiosas da ressurreição. Quase nada pode ser dito para corrigir a sua interpretação comum do terceiro grau, de que o maçom é salvo pela Maçonaria e não pela religião “.
A Universidade El-Azhar no Cairo, e o Colégio Islâmico Jurisdicional [3] possivelmente o corpo mais influentes na promulgação e interpretação da lei islâmica é o Colégio Islâmico Jurisdicional (IJC por sua sigla em inglês) [4]. Em sua reunião de 15 de julho de 1978, ele emitiu um parecer sobre “A Organização dos Maçons”.
O IJC declarou: “Depois de uma pesquisa completa sobre essa organização, com base em relatos escritos de muitas fontes, determinamos que”:
  1. A Maçonaria é uma organização clandestina, que esconde ou revela seu sistema, dependendo das circunstâncias. Seus princípios reais são escondidas dos membros, exceto para membros escolhidos de seus graus mais elevados.
  2. Os membros da organização, em nível mundial, são escolhidos entre homens sem preferência por sua fé, religião ou seita.
  3. A organização atrai membros com base na prestação de benefícios pessoais.  Ela vincula os homens a ser politicamente ativo, e os seus objetivos são injustos.
  4. Novos membros participam de cerimônias de diferentes nomes e símbolos, e são ameaçados no caso de desobedecer a seus regulamentos e ordens.
  5. Os membros são livres para praticar sua religião, mas apenas membros que são ateus são promovidos aos seus graus superiores, com baseado em quanto eles estão dispostos para servir seus princípios e planos perigosos.
  6. Ela é uma organização política. Ela tem servido a todas as revoluções, transformações políticas e militares. Em todas as mudanças perigosas uma relação com esta organização aparece exposta ou velada.
  7. Ela é uma organização judaica em suas raízes. Seu conselho administrativo internacional secreto mais alto é composto de Judeus e promove atividades sionistas.
  8. Seus objetivos principais são o desvio de todas as religiões e ela desvia os muçulmanos do islamismo.
  9. Ela tenta recrutar pessoas influentes financeiras, política, sociais ou científicas para utilizá-las. Ela não considera candidatos que não pode utilizar. Ele recruta reis, primeiros-ministros, altos funcionários do governo e indivíduos semelhantes.
  10. Ela tem ramificações sob diferentes nomes como camuflagem, para que as pessoas não possam rastrear suas atividades, especialmente se o nome de “Maçonaria” sofre oposição. Estes ramos ocultos são conhecidos como Lions, Rotary e outros. Eles têm maus princípios que contradizem completamente as regras do Islã.  Há uma clara relação entre a Maçonaria, o judaísmo e o sionismo internacional. Ela vem controlando as atividades de altos funcionários árabes no problema palestino. Ela limitou suas funções, obrigações e atividades em benefício do judaísmo e do Sionismo Internacional.
Dado que a Maçonaria se envolve em atividades perigosas e é um grande perigo, com objetivos perversos, o Sínodo Jurisdicional determina que a Maçonaria seja uma organização perigosa e destrutiva. “Todo muçulmano, que se filiar a ela, conhecendo a verdade dos seus objetivos, é um infiel ao Islã”.
NOTAS:
[1] Revista maçônica Turca
[2] Masonic Musings, The Victorian Lodge of Research No.218, The Craft in Islamic Countries
[3] Idem
[4] Na Universidade El Azhar – Cairo, (CL)
[5] Este é um resumo editado
Publicado originalmente em 

 
Fraterno Abraço

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